Tadeu Schmidt está mais do que preparado para comandar o 'BBB 26', mas nesta edição o público pode se surpreender ao vê-lo com a 'cabeça' mais recheada. Atualmente com 51 anos, o apresentador do reality show confessou, em uma entrevista recente para Ana Maria Braga, ter feito uma mudança importante em seu visual.
Em dezembro de 2025, quando estava dando início às divulgações do reality show, Tadeu esteve presente no 'Mais Você', onde não fugiu dos questionamentos de seu visual diferente. Embora muitas pessoas estivessem se questionando se o comunicador teria feito um implante capilar, o procedimento escolhido foi o transplante capilar.
"Eu fiz só por causa da minha profissão. Quando tem muito buraco para preencher, fica mais difícil. Tendo mais cabelo, fica mais fácil. Ontem a gente estava jantando, um casal passou por nós e falou: 'como você está jovem'. Eu nunca tive tanto cabelo nem quando era jovem", esclareceu Tadeu Schmidt.
O transplante capilar deixou de ser assunto 'de consultório' e virou tema de conversa nas redes, especialmente com a popularização do procedimento entre diversos famosos. Só que, no meio do hype, cresce a dúvida que realmente importa: em quais casos a cirurgia entrega um efeito natural e duradouro e quando ela pode frustrar expectativas?
Para colocar a discussão no chão (sem terrorismo e sem milagre), a Dra. Olivia Ribeiro, especialista em tricologia e transplante capilar, explica o que mais pesa no sucesso do procedimento, quais são os riscos reais e por que a escolha da equipe e do local da cirurgia faz toda a diferença.
Segundo a especialista, os melhores resultados costumam aparecer quando o quadro ainda não está no estágio mais avançado e quando o paciente entende que a cirurgia é parte de um plano, e não o plano inteiro: "A cirurgia sozinha não resolve tudo; é preciso controlar a queda a longo prazo", explica a Dra. Olivia.
A médica reforça que, com a corrida por soluções imediatas, o cuidado começa antes da sala de procedimento: investigar a causa da queda, seguir protocolos e escolher uma equipe que trate o caso com planejamento.
Aqui, a orientação é direta: o paciente precisa saber tudo o que está por trás do "antes e depois" do Instagram: "É muito importante saber quem é o médico que vai te operar, o nome dele. Se aquele médico que você vai fazer a consulta é quem vai te operar. Se é aquele médico que vai te acompanhar no pós-operatório e se ele vai estar disponível".
A Dra. Olivia também aponta critérios que costumam separar clínica séria de atendimento improvisado, como tempo de formação e especialização do médico, equipe fixa (em vez de times que mudam o tempo todo), além de transparência sobre onde a cirurgia acontece e qual anestesia será utilizada.
"Ter uma equipe fixa do local é muito importante. Saber se a clínica tem centro cirúrgico, ou o hospital em que é feita a cirurgia e qual tipo de anestesia será aplicada", explica. "Exames pré-operatório e consultas antes demonstra que é uma clínica séria que se preocupa com a sua segurança", completa.
Por ser uma cirurgia, o transplante capilar tem riscos, sendo alguns mais comuns e outros raros. A médica cita situações como inchaço e roxos, que aparecem com frequência em relatos de pós-operatório, além de possíveis complicações como hematoma e, em casos mais delicados, necrose.
"Como o transplante capilar é uma cirurgia, como qualquer procedimento cirúrgico, tem riscos de infecção, trombose venosa profunda e riscos de complicações com anestesia". O ponto, segundo ela, é que a chance de problema cai muito quando existe triagem pré-operatória completa, equipe experiente e ambiente adequado.
"O que vai minimizar e impedir que esses riscos aconteçam, primeiro é uma boa avaliação pré-operatória, exames, riscos cirúrgicos e entender e saber todas as questões de saúde do paciente antes de operar. Uma vez que tenha sido feito um pré-operatório, exames e uma boa avaliação, é um procedimento muito seguro com um índice de complicação baixíssimo", diz.
A recuperação, em geral, tende a ser tranquila, desde que o paciente respeite as orientações iniciais e não tente acelerar o processo na marra: "O pós-operatório do transplante capilar é muito tranquilo. Nas primeiras 72 horas deve ter um repouso relativo. Evitar atividade física muito intensa e muito calor", indica a Dra. Olivia Ribeiro.
Ela também cita cuidados básicos que influenciam no conforto e na cicatrização: "É necessário se hidratar bem e se alimentar bem. Nos primeiros dias é indicado antibiótico e anti-inflamatório quando necessário. Cuidados para não ter trauma, evitando bater a cabeça. A alimentação deve ser balanceada".
E sobre o retorno à rotina, a médica resume: "Depois de 72 horas, de forma geral, a pessoa pode retornar às atividades normais sem problemas".